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Anderson di Rizzi encarna mais um personagem bem humorado como o Carlito, de “Amor à Vida”

Anderson di Rizzi encarna mais um personagem bem humorado como o Carlito, de “Amor à Vida”

September 03
10:31 2013

andersonO humor é uma vertente forte na carreira de Anderson di Rizzi. No ar em "Amor à Vida", na pele do irreverente Carlito, o ator volta a trabalhar sob o texto de Walcyr Carrasco, autor responsável por sua estreia na televisão, como o atrapalhado Sargento Xavier, de "Morde e Assopra". E que também o escalou para viver o professor Josué no "remake" de "Gabriela". "Só tenho que agradecer ao Walcyr pela aposta e confiança", analisa. Anderson não nega que tenha outras pretensões artísticas. No entanto, se repetir em tipos cômicos não chega a ser uma preocupação para ele. "O público gosta. Eles já me olham e começam a rir lembrando das cenas", opina.
Na trama, Carlito é apaixonado por Valdirene, vivida por Tatá Werneck, que se envolve nas maiores confusões em busca de relacionamentos com homens ricos. "O Carlito é persistente e vai lutar até o fim. Agora, espero que a relação dos dois fique mais tranquila devido ao filho que está vindo por aí. Torço para que ela o assuma de verdade e perceba que o grande amor da vida dela está ali", analisa o ator, que é mais abordado nas ruas pela alcunha de "palhaço" – apelido "carinhoso" dado por Valdirene – do que pelo próprio nome do personagem. "Ninguém me chama de Carlito. Ele está me marcando demais", comemora.

Expresso Regional — Para dar vida a um personagem, o ator busca uma série de referências. Quais foram os elementos fundamentais na composição de Carlito?

Anderson — A forma como o autor pensa sobre o personagem e toda a composição com o seu próprio núcleo ajudam muito. Mas, sou um ator inquieto. Para o Carlito, fui em alguns bairros de São Paulo, onde imaginei que ele estaria, e também em bailes sertanejos e "funks". Além disso, fiz curso de "dj", aulas de canto e violão e me aprofundei nesse meio pesquisando vídeos na internet. Também andei muito de ônibus no Rio de Janeiro com a Tatá.

Expresso — Você tem vontade de sair um pouco do núcleo de comédia no próximo trabalho, já que os dois anteriores personagens também tinham as características cômicas tão evidentes?

Anderson — Eu gostaria de explorar um lado mais sério e sombrio. Tenho essa curiosidade. Mas, por enquanto, estou mais na comédia. As pessoas veem o meu trabalho e, a partir disso, estão me chamando. Posso ter a oportunidade de interpretar um personagem mais dramático daqui a 10 anos ou ano que vem. Quando vier, eu faço. Estou deixando as coisas acontecerem naturalmente.

Expresso — Mesmo interpretando personagens bem humorados, a preparação é diferente. Como você se prepara para cada um deles?

Anderson — Tive pouco tempo para me desligar de cada personagem. Por exemplo, o Xavier tinha algo mais caricato, já o Josué tinha o humor mais denso. E aí, comecei a ter aqueles questionamentos de ator sobre a responsabilidade de dar conta ou não do recado. Mas, com o passar do tempo e com todo o estudo da composição para cada um, acabei relaxando e diminuí a ansiedade.
Expresso — Como você avalia a sua ligação com o texto de Walcyr Carrasco, sendo "Amor à Vida", sua terceira novela com ele?

Anderson — Em "Morde e Assopra", no início, estava como elenco de apoio. Com o passar dos capítulos, o Walcyr começou a escrever cenas engraçadas para o meu personagem e coloquei uma leitura muito particular até funcionar. Com isso, deu certo, e fui escalado para "Gabriela". A minha vida mudou para melhor, certamente (risos).

Expresso — A oportunidade de aprender um pouco mais com os veteranos é um dos melhores exercícios para aprofundar as técnicas de interpretação. Como está sendo o dia-a-dia das gravações?

Anderson — Estou aprendendo demais. Todos os veteranos da novela, com quem eu contraceno mais, como a Elizabeth Savalla, Fulvio Stefanini e Eliane Giardini, respeitam muito o nosso trabalho. Estamos começando agora e não há discriminação. Somos tratados de igual para igual. O Malvino Salvador também me ajuda muito com toda essa questão de posicionamento de câmara e até do próprio texto.

"Amor à Vida" – Globo – de segunda a sábado, às 21 h.

POR BELISA TAAM/ TV PRESS

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