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Atraso em obra indigna população de Quissamã

Atraso em obra indigna população de Quissamã

Atraso em obra indigna população de Quissamã
July 07
17:17 2015

Desempregada há dois anos e com um filho pequeno, Ana Cláudia Cerqueira não tem procurar emprego. Moradora do conjunto popular do Sítio Quissamã ela é uma das muitas moradoras que esperam ansiosamente pela conclusão da obra da Creche do bairro, que foi viabilizada com verbas provenientes do Governo Federal. Os recursos para a obra, cerca de R$ 1,5 milhão, já foram depositados pela União na conta da Prefeitura. No entanto, apesar do dinheiro liberado, segundo os moradores, os trabalhos estão parados há mais de um ano. Na última quarta-feira, dia 1º, nossa equipe de reportagem esteve na localidade e constatou que as obras, de fato, estão parados. Não havia um operário sequer trabalhando no local.


A nova unidade escolar, se estivesse concluída, atenderia em torno de 120 crianças de 0 a 3 anos em período integral. Quissamã conta com outras creches, porém, nenhuma unidade atende a demanda do bairro Sítio Quissamã e comunidades circunvizinhas. A prefeitura alega que 98% das crianças da cidade são atendidas com creches. Porém, a realidade se mostra bastante diferente das reportagens disparadas pela Secretaria de Comunicação local. “A maior parte das mães vivem aqui na mesma situação. Por falta de creche não têm como arrumar emprego e as famílias acabam passando necessidade. No meu caso, a salvação é um filho maior de idade que mora comigo e está empregado. Não sei o que faria sem a sua ajuda. Tem colegas minhas passando fome”, disse Ana Cláudia, que também é líder comunitária.


Indignada com a situação, a moradora entrou com um requerimento na Câmara Municipal cobrando informações. Ela promete ir ao Ministério Público, caso não obtenha qualquer resposta. “É um absurdo o que esta prefeitura está fazendo com nossa comunidade. Já não basta ter uma saúde decente, também não podemos contar com creche. E o pior é que o dinheiro para a obra nem saiu dos cofres da prefeitura, é dinheiro do governo federal. Ou seja, não fizeram a obra por pura incompetência e descaso”, reclamou.

Explicações que não explicam — Em matéria publicada no site oficial da prefeitura, no dia 30 de março, A previsão inicial de entrega da obra era para o mês de março, o governo municipal admitiu o atraso e culpou a construtora responsável, pelo problema apontado pela população. “A obra está paralisada devido a um problema operacional da empresa contemplada na licitação, e segundo os responsáveis, as providências já foram tomadas para que os trabalhos reiniciem o mais breve possível”, diz a matéria.


De acordo com a subsecretária de Educação, Regina Magno, 100% dos recursos da obra são provenientes do Governo Federal e o município entrou com contrapartida na aquisição do terreno, infraestrutura do local e terraplanagem. Ela informou também que a contratação da empresa responsável se deu através de uma nova modalidade de licitação, Regime Diferenciado de Contratação - RDC, feita pelo Governo Federal, para dar mais agilidade a esse tipo de processo.


“Já foram depositados duas parcelas de R$ 350.773,85, o que corresponde a 50% do valor total da obra, sendo que desse montante foram repassados à empresa, R$ 136.544,61 referentes à execução do serviço feito até o momento”, esclareceu.
Segundo a subsecretária o restante dos recursos R$ 590.151,90 que já está empenhado, encontra-se depositado em conta-corrente no Banco do Brasil, disponível para pagamento de acordo com o andamento do trabalho e apresentação de medições, que não foram entregues ainda por problemas na documentação da construtora.


“O sistema será liberado a partir da entrega da nova medição que será feita pela nova empresa contratada e conferida pelo fiscal designado pela prefeitura para acompanhamento do serviço. Lamentamos o atraso, pois também estamos ansiosos pela entrega da creche que vai beneficiar muitas famílias no município”, explicou Regina Magno.


A subsecretária Informou ainda, que assim que foi verificado o atraso no cronograma de execução da obra, a secretaria de Educação cobrou da construtora responsável, explicações e providências para que o problema fosse sanado.

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