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Bairros completamente abandonados em Rio das Ostras

Bairros completamente abandonados em Rio das Ostras

Bairros completamente abandonados em Rio das Ostras
July 07
17:38 2015

Até que ponto a crise econômica pode afetar os serviços públicos de uma cidade? Essa é a pergunta que os moradores de Rio das Ostras se fazem todos os dias. Atolada até o pescoço na crise dos royalties, a cidade há muito tem deixado de cumprir suas mais básicas obrigações. Por exemplo, no bairro Palmital, moradores reclamam da precariedade na coleta de lixo. No Âncora, os moradores sequer tem água encanada em casa, além de calçamento, saneamento básico e segurança. No Nova Esperança a situação se repete.


Os moradores de algumas ruas falam sobre problemas antigos, que provavelmente não serão resolvidos tão cedo, tendo em vista o longo período de tempo que estão aparentes. Tão próximo à praia e ao Centro da cidade, o bairro Nova Esperança apresenta falta d’água, saneamento básico, entre outras questões. No Palmital, a situação da rua Gervásio Moreira Marques também está crítica. “Nossa rua está caótica, tem muito lixo espalhado, atraindo os animais”, disse o morador Jurandir Moraes.


Na cidade Praiana, a reclamação é quanto os entulhos nas calçadas. “A criançada está andando no trânsito porque as calçadas estão neste estado. Quando uma criança for atropelada pode ser que façam alguma coisa”, disse a dona de casa Maria Tereza Costa, da Rua Alagoas. “Não adiantou ligarmos para secretaria ninguém fez nada. A mobilidade urbana também está uma vergonha, paralelepípedos gigantes colocados no meio da rua impedindo carros de se locomoverem de suas casas para o trabalho, fazendo com que motoristas tenham que dar uma a volta enorme”, completou a moradora.


África? Não, Rio das Ostras — No Âncora as cenas remetem ao sudoeste africano. Segundo a moradora da Rua Flor do Campo, Dona Ivone Rezende Gartivol, quando precisam de água tem que recorrer ao poço que eles mesmos se encarregam de abrir no chão. “Estamos esperando uma solução que parece não chegar nunca!”, declarou a moradora, totalmente insatisfeita com a situação.


Além disso, um valão aberto beira essa mesma Rua, e quando chove muito, os moradores ainda precisam se precaver da água poluída que invade as suas casas. Já na Rua Chuva de Prata, a Dona Maria das Graças, apenas reforça todas as reclamações dos moradores. “A água é pior de tudo. Estamos em estado de calamidade pública já. Gasto cerca de R$60 a R$ 80 reais a cada 15 dias, o que pesa muito no meu orçamento porque sou viúva e sozinha para criar meus filhos e netos”, contou.


O bairro apresenta também uma situação crítica no estado de conservação das pontes sobre o valão, ligando os dois lados da comunidade. Os moradores fazem a travessia entre entulhos e mato alto, como se não bastasse fazer a passagem por uma ponte totalmente enferrujada e sem o devido gradeamento. Logo em frente ao valão, funciona um Posto de saúde com parque
infantil, o que aumenta ainda mais os riscos de alguma criança se aproximar da ponte e se machucar.

abd

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