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Câncer de Mama: sintomas, tratamento e diagnóstico.

Câncer de Mama: sintomas, tratamento e diagnóstico.

Câncer de Mama: sintomas, tratamento e diagnóstico.
June 06
16:43 2014

Por Francine Marcella

 

Especialista revela a importância da saúde mamária

 

Uma a cada oito mulheres poderá ter câncer de mama. O mau do século causa pânico só pela pronúncia da palavra. A doença não é burocrática. Não escolhe cor nem classe social. O número de mulheres com câncer de mama vem aumentando muito nas últimas décadas. Embora também saibamos que, por contrapartida, a mortalidade vem diminuindo em função dos diagnósticos mais precoces do tumor em consequência dos métodos modernos de identificar a doença. Para desvendar nossas dúvidas, conversamos com Mastologista, Especialista pela Sociedade Brasileira de Mastologia, Cirurgião Oncológico com residência médica pelo Instituto Nacional do Câncer, Dr. Rodrigo Oliveira Souto.

Ele explicou que não se sabe ao certo o motivo do aumento desta estatística. Mas, destacou que pode estar relacionado ao estilo de vida moderno da mulher. No entanto, uma pergunta paira no ar. O que aumenta a chance de desenvolver a doença? "Sabemos que, quanto mais ciclos ovulatórios a mulher tem durante sua vida, ela terá um aumento da incidência do tumor. Ter o primeiro filho após 30 anos, ter poucos filhos ou nenhum, pouco tempo de amamentação, primeira menstruação (antes dos 12 anos) e parar de menstruar tardiamente, são fatores relacionados ao aumento dos ciclos ovulatórios", explicou Dr. Rodrigo.

Hábitos nada saudáveis como o sedentarismo, uso de bebidas alcoólicas  alimentação inadequada, apresentam maior recidiva da doença. De acordo com o especialista, a Terapia de Reposição Hormonal, método usado indiscriminadamente nas décadas passadas, está contribuindo para aumentar esta incidência. Em relação ao fator genético, ele explicou que está relacionado em 5 a 10 % dos tumores, os outros 90% são tumores ditos esporádicos. 

"O tumor de mama é mais comum em mulheres pós-menopausa aumentando a partir dos 50 anos até aos 70 quando esta incidência começa a diminuir". Uma curiosidade: o tabaco não esta relacionado ao câncer de mama - mas, o álcool, sim. Se a mulher beber dois drinks diários ela estará aumentando seu risco em quase 40% a mais daquelas que não ingerem bebidas alcoólicas.

 A primeira mamografia deve ser realizada em torno de 35 anos. Anualmente, a partir dos 40 anos. É indicada ainda a ultrassonografia das mamas, como exame complementar, principalmente nas mulheres mais jovens ou naquelas mamas muito densas (com muito tecido mamário). Se a mãe teve câncer de mama muito jovem, o ideal é que a mamografia seja feita 10 anos antes da idade com que a mãe foi diagnosticada com o tumor. Se a mulher apresentar um risco maior de desenvolver a doença, o indicado é que ela realize também a ressonância magnética.

No caso da atriz Angelina Jolie, ela tinha cerca de 80% de chances de desenvolver a doença em função de uma alteração genética no seu gene (BRCA1e2). Portanto, médicos optaram pela retirada das mamas. Em relação ao caso da atriz, Dr. Rodrigo disse que, apesar de não ser o único método profilático para diminuir as chances, (pois, poderia  fazer a retirada dos ovários, uso de tamoxifeno -  modulador seletivo do receptor de estrógeno oral que é utilizado no tratamento,  ou fazer seguimento rigoroso), a atriz diminuiu sim, os riscos de desenvolver a doença.

"Com o tratamento adequado nas fases iniciais, as pacientes tem índice de cura em torno de 98% em 10 anos. Já nos tumores mais avançados este índice cai bastante dependendo de vários outros fatores como idade, tamanho do tumor, presença de linfonodos comprometidos na axila, se o tumor esta relacionado ao estrogênio ou não, etc. Como modo geral nas mulheres com menos de 35 anos a sobrevida em 10 anos gira em torno de 62% em 10 anos e acima de 35 anos de 72%”, completou - enfatizando que o câncer de mama associado à gravidez e lactação é raro, tendo uma incidência de 0,03%.

Sabemos que o retardo do diagnóstico são os prognósticos negativos da doença. O aumento do volume mamário causado pela alteração fisiológica durante a gestação causam dificuldades no diagnóstico precoce. E quanto mais tardio o descobrimento da doença, maior a chance de metástase tornando a doença incurável.

Autoexame - Quando a mulher sentir o nódulo,  ele estará  maior que 1 cm. Mas, além disso, há outros sintomas, mais incomuns, como a secreção pelo mamilo, principalmente se for sanguinolento e unilateral. Em alguns casos pode iniciar como uma ferida no mamilo acompanhado de prurido (coceira). Já a dor mamária só está relacionado ao câncer em estágio mais avançado, caso contrário, são alterações funcionais benignas da mama.

Mas, e o homem, está livre da doença? O especialista responde. "O homem também pode apresentar câncer de mama embora em proporções bem menores (1 em cada 176). Provavelmente devido ao baixo níveis de estrogênio e progesterona". 

 

 

 

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