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Ciclofaixas não são garantia de um trânsito mais seguro

Ciclofaixas não são garantia de um trânsito mais seguro

Ciclofaixas não são garantia de um trânsito mais seguro
September 15
12:28 2015

De acordo com as estatísticas do Detran do Rio de Janeiro, a frota de veículos em Macaé aumento mais de 58% nos últimos seis anos. Em 2008, eram 69.514 e, em 2014, o número saltou para 109.854. Para fugir do congestionamento causado pelo grande número de carros nas ruas, muitas pessoas estão aderindo à bicicleta.


Atualmente está em curso a implantação Sistema Cicloviário de Macaé. A última ação da prefeitura foi a demarcação, de aproximadamente 400 metros, de uma ciclofaixa no bairro da Imbetiba. Mas será que a criação de ciclofaixas ajuda a melhorar a mobilidade na cidade? E a segurança dos ciclistas? O motorista de Macaé respeita quem utiliza a bike como meio de transporte?
Ainda há confusão sobre a definição de ciclovia e ciclofaixa. A primeira garante mais segurança para o ciclista, pois há uma separação física entre os ciclistas e demais veículos através de mureta, meio fio, grade, blocos de concreto ou outro tipo de isolamento fixo. A ciclovia é indicada para avenidas e vias expressas, pois protege o ciclista do tráfego rápido e intenso. A ciclofaixa É quando há apenas uma faixa pintada no chão, sem separação física de qualquer tipo (inclusive cones ou cavaletes). Pode haver “olhos de gato” ou no máximo os tachões do tipo “tartaruga”, como os que separam as faixas de ônibus. É Indicada para vias onde o trânsito é mais tranquilo.


Em Macaé, há ciclovias apenas no Parque Aeroporto, Linha Vermelha e Linha Verde. O trânsito de bicicletas no Centro é realizado através de ciclofaixas, o que não garante grande proteção, apesar do fluxo intenso. “Eu prefiro andar de bicicleta, mas às vezes ônibus e carro dobram com tudo, e se não estivermos atento, a coisa pode ser feia”, afirma o engenheiro elétrico Luis Gouvêia, 34 anos, que utiliza a bicicleta como meio de transporte para o trabalho. Os motoristas, apesar de elogiarem a demarcação do espaço para os ciclistas, fazem ressalvas. “Eles também são imprudentes, às vezes. Muitos andam fora da ciclofaixa, e não prestam atenção por onde andam”, comenta Paulo da Silva, 50 anos, morador da Imbetiba.


Em meio à troca de acusações entre ciclistas e motoristas, está o Código Brasileiro de Trânsito, que entre os vários artigos que objetivam garantir a segurança do ciclista estabelece alguns pontos como: durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas; “colar” na traseira do ciclista ou apertá-lo contra a calçada é caracterizado infração grave; o carro deve sempre dar preferência de passagem ao ciclista quando ele já estiver atravessando a via, mesmo se o sinal abrir, entre outros. Mas os ciclistas também têm obrigações: bicicleta na calçada, só com autorização da autoridade de trânsito e sinalização adequada na calçada; bicicleta deve trafegar na rua, no sentido dos carros e nas faixas laterais da via; quando passar pela calçada o ciclista deve conduzir a bicicleta empurrando.


Para Luis Gouvêia, falta fiscalização para a aplicação do código. “Aqui na Imbetiba eu vejo muito agente multando carro estacionado indevidamente, não nunca percebi ninguém fiscalizando as ciclofaixas. Eu gosto de andar de bike, vou continuar a andar, e percebo os avanços da cidade nesta direção, mas precisamos de mais segurança”, e completa “o que falta é educação, de ambos os lados”.


“Eu espero que isso se prolongue cada vez mais, e arrumem mais espaço para a gente trafegar tranquilamente, sem está disputando o espaço com os carros”, sugere o vigilante Carlos Alberto que utiliza a bicicleta como meio de transporte para o trabalho, mas também como rota para chegar até à praia nos finais de semana.

CICLO

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