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Comerciantes do “mercado velho” querem mais atenção

Comerciantes do “mercado velho” querem mais atenção

Comerciantes do “mercado velho” querem mais atenção
October 09
16:57 2015

A situação dos comerciantes do antigo Mercado Municipal de Peixe de Macaé continua difícil: o movimento é pouco, e nenhuma das reivindicações solicitadas à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Macaé foram atendidas. Aliás, nenhum representante do poder municipal sequer entrou em contato com algum deles para dar uma explicação a respeito da situação em que se encontram, e sugerir o que pode ser feito para aumentar o número de consumidores, é o que afirma a vendedora Cris dos Santos.


Há um mês, a equipe do Expresso Regional esteve no antigo mercado, quando registrou a queixa dos comerciantes de que foram esquecidos após a inauguração do novo mercado. Em junho deste ano, um investimento de 14 milhões de reais em uma área com mil metros quadrados foi entregue a população com a promessa de melhorar a qualidade do atendimento, e oferecer uma infraestrutura moderna, com bancas que cumprem as exigências sanitárias da Anvisa e do Procon, um pavilhão com acessibilidade total para deficientes físicos e visuais, rede de esgoto e cisterna para armazenamento de água. Mas, o que parecia um sonho tornou-se pesadelo: a promessa da construção de bancas que atendessem a todos os comerciantes não foi cumprida, e apenas 44 do total de 61 peixeiros que trabalham no antigo mercado foram para o novo local.


Para os 17 vendedores que permaneceram no antigo espaço sobrou o esquecimento. “Muita gente acha que isso aqui nem existe mais”, reclamou Eliza dos Santos, peixeira há 26 anos. Segundo as vendedoras, várias promessas foram feitas, mas até agora nenhuma foi cumprida. “Já pedimos a derrubada do muro, falaram que no outro dia iriam fazer isso, e até agora nada. Depois nos informaram que seria construído mais um mercado lá onde fica o restaurante de um real, mas também não tivemos mais notícias”, informou Eliza, que realizou também uma denúncia. “Tem gente lá com duas, três bancas. Muitos eram limpadores de peixe e ganharam banca. Nós, que estamos aqui há tanto tempo, fomos esquecidos”. O critério de reacomodação dos comerciantes não foi divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico até hoje. Segundo um trabalhador do antigo mercado que preferiu não se identificar, a cessão de espaço para as bancas no mercado novo foi realizada sem processo licitatório, o que, caso seja confirmado, incorre em improbidade administrativa.


Mediante a falta de apoio, os peixeiros se uniram e escreveram um texto para divulgar na imprensa e nas redes sociais, com o objetivo de lembrar a população que o antigo mercado continua a funcionar. Enquanto a prefeitura continua a fingir que o problema não existe, resta aos comerciantes amargar o lado escuro do muro do esquecimento.

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