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‘Farra dos shows’: Sabino ‘torra’ R$ 5 milhões em Rio das Ostras

‘Farra dos shows’: Sabino ‘torra’ R$ 5 milhões em Rio das Ostras

‘Farra dos shows’: Sabino ‘torra’ R$ 5 milhões em Rio das Ostras
May 19
11:32 2014

Em Rio das Ostras, a administração do prefeito Alcebíades Sabino (PSC) parece adotar o conhecido método dos “dois pesos duas medidas”. Enquanto, para justificar a falta de investimentos em infraestrutura, o prefeito tem afirmado em diversas entrevistas e eventos públicos que a cidade passa por dificuldades financeiras; seus atos provam justamente o contrário. Na verdade, os gastos da prefeitura com despesas frívolas, como shows e exposições, mostram que dinheiro não é problema. Pelo contrário, o Expresso teve acesso esta semana a documentos que comprovam que a administração Sabino, na verdade, está esbanjando dinheiro. Segundo os documentos a que tivemos acesso, o prefeito gastou mais de 4.7 milhões com a contratação de shows e espetáculos apenas este ano.

O primeiro contrato a que o Expresso teve acesso foi o de número 7639 celebrado com a Âmbar Produções Ltda. para a produção do “Salão Cycle Road”, evento realizado em março. Apenas para “coordenar e organizar” o evento, a companhia recebeu nada menos do que R$ 249.900 (Duzentos e Quarenta e Nove Mil e Novecentos Reais). O valor cobrado, embora expressivo, não foi pago para cobrir os shows (de bandas alternativas). Estranhamente outro contrato (Nº 072/2014), no valor de R$ 146.445,20 (Cento e quarenta e seis mil, quatrocentos e quarenta e cinco reais e vinte centavos) foi celebrado apenas para bancar os shows.

As despesas com o salão Cycle Road, que totalizaram R$ 396 mil foram expressivas, porém não tão escandalosas quanto os gastos computados para a realização de outro evento de motociclismo: o “Ostra Cycle”. Neste evento, o prefeito Sabino resolveu “abrir a mão” e gastou, apenas com as arquibancadas nada menos que R$ 2 milhões. O contrato 062/2014 foi celebrado com a empresa “Mano a Mano” de Casimiro de Abreu e não contemplou a realização dos shows (que foram pagos à parte por dispensa de licitação). Os dois milhões de reais, segundo o documento, foram gastos apenas com a locação de palco e arquibancadas para o evento, que durou três dias.

Além de gastador, o prefeito tem mostrado “religioso”. Afinal, o evento “Paixão de Cristo” concentrou gastos, digamos, milagrosos. Foram R$ 182 mil gastos com a produção de uma peça teatral. A presença de artistas globais, como Maurício Mattar, até pode justificar o valor alto do “cachê”. No entanto, não se pode presumir uma despesa tão alta, justamente numa cidade que, segundo seu próprio prefeito, está passando por “problemas financeiros e orçamentários”.

Festa de arromba — E uma cidade que gasta tão generosamente com entretenimento não poderia realizar menos do que um espetáculo em seu aniversário de emancipação. Para a festa, mais uma vez a empresa “Mano a Mano Estruturas Metálicas de Casimiro de Abreu” aparece como beneficiária de um grande contrato. Pela locação de palco e arquibancada para a festa, a empresa casimirense recebeu, de acordo com o contrato 061/2014, nada menos do que R$ 1.6 milhão. Mais uma vez, a exemplo do Ostra Cycle, os shows não estavam incluídos no contrato. Pela parte artística da festa foi celebrado outro contrato, de número 076/2014, onde foram gastos mais R$ 591 mil. Resumindo: os gastos com o aniversário da cidade custaram aproximadamente R$ 2 milhões aos cofres públicos. Nada mal para quem “está com dificuldades financeiras”.

Superávit — Muito embora o discurso oficial seja de que falta dinheiro para que sejam resolvidas questões simples, como o abastecimento no Âncora, a entrega de uniformes escolares e até mesmo o asfaltamento de ruas, a verdade é que Rio das Ostras nunca teve tanto dinheiro em seus cofres. Para se ter idéia, no último dia 6 de março, a Câmara Municipal aprovou e o prefeito Sabino sancionou a lei 1819 autorizando o executivo a abrir crédito suplementar no valor de R$ 6,7 milhões por excesso de arrecadação. Isso significa que o prefeito pode gastar este valor a mais do que o previsto no orçamento anual, que este ano ultrapassará a marca de R$ 781 milhões.

 

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