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Febre maculosa mata três pessoas em cidades no Noroeste do estado do Rio

Febre maculosa mata três pessoas em cidades no Noroeste do estado do Rio

Febre maculosa mata três pessoas em cidades no Noroeste do estado do Rio
July 16
10:17 2014

RIO - A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria estadual de Saúde alerta para o crescimento no número de casos de febre maculosa no Noroeste Fluminense. Até o momento, foram confirmados três mortes provocados pela doença, sendo dois em Varre-Sai e um em Natividade. Na região, há ainda 85 casos suspeitos de febre maculosa sendo investigados. As notificações foram registradas em localidades nos municípios de Natividade, Varre-Sai, Itaperuna, Porciúncula e Bom Jesus de Itabapoana. As amostras passam por análise laboratorial e ainda aguardam confirmação. Só após a confirmação da totalidade dos casos será possível fazer uma análise segura sobre as taxas de incidência da doença. A Secretaria de Estado de Saúde está aguardando a confirmação dos casos para caracterizar se há ou não a hipótese de surto.

Técnicos da Vigilância Epidemiológica estadual e agentes municipais de saúde estão fazendo coleta para análise do carrapato da espécie Amblyomma cajennense, popularmente conhecido como “carrapato estrela”, principal transmissor da doença. Segundo a secretaria, ele pode ser encontrado mais comumente no pelo de cães, cavalos e capivaras.

A febre maculosa é uma doença febril, provocada por uma bactéria transmitida por carrapato, que pode evoluir até formas graves. Após ser infectada pelo carrapato, a pessoa pode levar até uma semana para apresentar os primeiros sintomas. “Os mais comuns são cefaleia, dores musculares e dores nas articulações. A febre maculosa tem tratamento, que deve ser iniciado imediatamente após a primeira suspeita. Deve-se procurar atendimento médico e evitar a automedicação tão logo apareçam os sinais da doença”, adverte a secretaria, em nota.

O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da SES, Alexandre Chieppe, sugere a adoção de algumas medidas simples que podem prevenir a contaminação pelo carrapato. “Ao andar em áreas campestres, com mato alto, recomenda-se o uso de calças compridas, meias e botas, além de roupas claras. O repelente para carrapato também é indicado. Principalmente, nos locais onde já foram registrados casos da doença”, diz ele, na nota.

Em 2005, a febre maculosa amedrontou moradores e turistas de Petrópolis, na Região Serrana, quando cinco casos da doença foram confirmados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Na ocasião, houve dois óbitos: o jornalista Roberto Moura, que morreu no dia 26 de outubro, cinco dias depois de ficar doente; e o então superintendente da Vigilância Sanitária do Rio, Fernando Villas-Boas, no dia 31 de outubro. Além dos dois, foram infectados um professor aposentado de 62 anos que foi internado em estado grave no dia 25 de outubro no Hospital São Lucas, em Copacabana, e uma turista baiana, além de um menino de 8 anos, morador de Petrópolis. Na ocasião, a Secretaria de Saúde do município não informou se ela morava nas proximidades da Pousada Capim Limão, em Itaipava, onde ficaram hospedadas seis pessoas que apresentaram sintomas da doença. A sexta pessoa a apresentar sintomas era uma economista de 38 anos que foi internada na Clínica São Vicente, na Gávea. Na ocasião, o Ministério da Saúde informou que, além das amostras das seis pessoas, também foi coletado o sangue de outras oito. Elas, apesar de não apresentarem sintomas da doença, estiveram na área onde foi detectada a transmissão da febre maculosa.


FONTE: O GLOBO

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