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“Ideolgia de que?”

“Ideolgia de que?”

“Ideolgia de que?”
June 30
10:29 2015

Perguntado qual seria a sua opinião a respeito da implantação da ideologia de gênero, o cozinheiro Luiz Roberto Silva, 66 anos, nem sabia ao certo do que se tratava o assunto. Após uma curta explanação sobre o tema, Luiz finalmente emitiu a sua opinião, mesmo sem entender necessariamente sobre o tema. “Se é para as crianças brincarem, não sou contra. É a modernidade”, sentenciou. Embora, assim como seu Roberto a maior parte da população não saiba o que é a ideologia de gênero e como ela pode implicar na vida cotidiana, o assunto foi o mais comentado da semana em Macaé, superando inclusive, a exposição na mídia da Brasil Offshore, a terceira maior feira de petróleo do mundo. O assunto veio à tona com a votação do Plano Municipal de Educação (PME) na Câmara Municipal e a tal ideologia, como era esperado, acabou sendo rejeitada por unanimidade, atendendo a uma emenda no PME sugerida pelo líder do governo na Câmara, Julinho do Aeroporto (PPL). Porém, apesar da votação ter se encerrado, a polêmica está longe do fim.


A votação do PME aconteceu na tarde de terça-feira, paradoxalmente, enquanto o prefeito Dr. Aluízio e o senador José Serra realizavam a abertura da Brasil Offshore. Porém, os olhares da população estavam mais atentos à Câmara Municipal do que ao que acontecia no Macaé Centro.


O assunto que gerou maior polêmica foi alvo da emenda do vereador Júlio César de Barros (PPL), que suprimiu os termos “ideologia de gênero” e “orientação sexual” do PME. O parlamentar informou que o seu objetivo é corrigir o erro do secretário de Educação, Guto Garcia (PT) que enviou ao Legislativo uma proposta que contraria os valores das famílias macaenses. “Não queremos que crianças de 2 a 14 anos sejam orientadas, nas escolas municipais, a decidirem se querem ser menino ou menina. A atribuição de educar os filhos sobre essas questões deve ser exclusiva da família”, defendeu o vereador que teve sua emenda aprovada por unanimidade.


O presidente da Casa, Eduardo Cardoso, chamou a atenção para o fato do PME ter sido copiado do Plano Nacional de Educação (PNE), sem as devidas adaptações. “Não houve a elaboração de um PME e, sim, uma cópia de uma versão do PNE que foi derrubada pelo Congresso Nacional. Além de copiar, copiaram errado. Deveriam, ao menos, ter copiado a última versão”, lamentou Eduardo.


Em outras palavras, se a sociedade não tivesse pressionado, e o líder do governo na Câmara não tivesse apresentado a emenda supressiva, a ideologia de gênero iria fazer parte do currículo das escolas municipais de Macaé, sem que a sociedade ao menos tenha participado da discussão.


Prefeito de manifestou contrário à lei — Apesar do erro de ter apresentado o PME da maneira que veio do governo federal tenha partido do próprio secretário de Educação, Guto Garcia, o prefeito Dr. Aluízio, um dia antes da medida entrar em votação se colocou contrário à ideologia de gênero, mostrando que a visão de Guto Garcia é uma visão individual, não do governo em si. “O Plano Municipal de Educação é um avanço para a sociedade em várias áreas. Porém, acho completamente inoportuna e descabida a inclusão desta ideologia no currículo escolar. Como prefeito, acredito que devemos sempre respeitar as diferenças e combater o preconceito em todos os níveis. Mas, da forma que está sendo colocada no plano, a ideologia de gênero em nada contribuirá para o avanço desta discussão”, disse.


Mas, afinal, o que é ideologia de gênero? — A ideologia de gênero nada mais é do que uma teoria, formulada por intelectuais de esquerda onde acredita-se que toda criança nasce com sexo indefinido e que seu gênero sexual não pode ser considerado como um fato biológico, e sim uma construção social (Leia artigo do jornalista André Cabral , nesta página). Em outros termos, a inclusão dela no PME obrigaria aos professores não fazer mais distinção entre meninas e meninos e mais: estimular práticas femininas para os meninos e masculinas para as meninas, como parte de um processo de aprendizagem sob a diversidade. “Isso vai contra os princípios de Deus. Onde já se viu tratar menino como menina e uma menina como menino. Com tanta coisa importante para melhor na educação, não acredito que estejam preocupados justamente com isso. Sou inteiramente contra”, desabafou a dona de Casa Iolanda Francisca de Souza.

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