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Milhares de mulheres farão “topless coletivo” no Rio de Janeiro

Milhares de mulheres farão “topless coletivo” no Rio de Janeiro

Milhares de mulheres farão “topless coletivo” no Rio de Janeiro
December 05
09:01 2013

Não é só pela parte de cima do biquíni. A causa é por um verão sem ‘marcas’ — de repressão, com o perdão do trocadilho — e uma praia mais livre. A abertura da estação mais quente do ano, dia 21, promete: um topless coletivo tomará as areias de Ipanema, num protesto acalorado com a bandeira da “naturalização dos corpos”. Já são mais de 2 mil pessoas confirmadas no ‘Toplessaço’ — até homens se incluíram na página do evento no Facebook. 

Criadora do ato, a atriz e produtora Ana Rios, 23 anos, diz que teve a ideia enquanto participava da Marcha das Vadias, em julho. Porém, pontua o recente episódio em que a atriz Cristina Flores, 37, foi repreendida por PMs no Arpoador, enquanto fotografava sem a peça superior do biquíni para divulgação de sua peça, como a gota d’água. 

“Estava na marcha de sutiã e a reação das pessoas era agressiva. O que aconteceu com a Cristina me fez criar o evento. No Rio, isso é visto como caso de polícia. Sempre estranhei essa moral do Brasil, onde, numa época do ano (o carnaval), as mulheres desfilam nuas. Vemos isso nas bancas de jornal. Aqui o feminino é sexualizado e só visto como consumo”, disse Ana, que também é voluntária da Anistia Internacional no Brasil. Ela ganhou o apoio da amiga e produtora Bruna Oliveira, 23, que também está na linha de frente do ato. “Espero que não fique só no Facebook”, lembra a jovem, que fará seu primeiro topless. 

O ato está marcado para as 10h e vai até as 19h, na orla de Ipanema. Mas elas pedem ‘solidariedade’ de outras praias do Rio e outras partes do país e já ganharam adesão de frequentadores do litoral capixaba. Com presença confirmada, a arquiteta Maíra Rocha, 28, critica a proibição do topless. “É importante deserotizar uma coisa que é natural. E dois triângulos de pano não podem dividir as mulheres em respeitáveis e vadias”. 

Dizendo-se contra o machismo, o estudante de História Guilherme Alves, 25, propõe o apoio masculino. “Acho atrasada essa ideia de criminalizar os seios femininos”. Ana alerta: “Não é pra levar pro lado sexual. Já sofremos violências diárias ouvindo agressões nas ruas”.

Fonte: Jornal O DIA

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