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‘Não há a menor possibilidade de eu renunciar ou me licenciar’, diz Cunha

‘Não há a menor possibilidade de eu renunciar ou me licenciar’, diz Cunha

‘Não há a menor possibilidade de eu renunciar ou me licenciar’, diz Cunha
October 07
13:22 2015

Alvo de investigações do Ministério Público por suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção que atuava na Petrobras, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quarta-feira (7) que “não há a menor possibilidade" de ele renunciar ou se licenciar do comando da casa legislativa.

O Ministério Público da Suíça informou nesta terça-feira (6) à GloboNews que comunicou ao presidente da Câmara sobre o congelamento das contas que, supostamente, ele e a família dele mantinham no país europeu. Na última quarta-feira (30), os procuradores suíços enviaram ao Brasil os autos da investigação de Cunha por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

“Não há a menor possibilidade de eu renunciar, me licenciar, qualquer coisa do gênero”, enfatizou o peemedebista, no 27º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, ao ser questionado por jornalistas sobre se ele renunciaria caso fosse comprovado que  possui contas na Suíça.

Em meio ao evento, o peemdebista foi indagado sobre o depoimento que prestou à CPI da Petrobrás em março, no qual negou ter contas no exterior. Mais uma vez, ele reiterou as declarações.

“Quanto ao meu depoimento [na CPI], eu não tenho a menor dúvida, o que eu falei, eu reitero”, disse Cunha.

O MP suíço relatou na documentação enviada às autoridades brasileiras a existência de contas bancárias supostamente em nome de Cunha e familiares. As investigações começaram em abril na Suíça e resultaram em bloqueio de valores, segundo informou a Procuradoria Geral da República (PGR). O volume de recursos encontrado é mantido em sigilo e foi bloqueado pelas autoridades da Suíça.

Suposto operador do PMDB no esquema de corrupção que atuava na Petrobras, o engenheiro João Augusto Rezende Henriques afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que fez uma transferência ao exterior para uma conta do presidente da Câmara dos Deputados.

Em julho, o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo afirmou em depoimento à Justiça Federal do Paraná que foi pressionado por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propina para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado. Do total do suborno, contou o delator, o peemedebista disse que era "merecedor" de US$ 5 milhões.

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