Quissamã equaciona dívidas e limpa nome junto a órgãos federais

Por Jornal Expresso 05/01/2018 - 10:09 hs

O ano de 2017 não começou nada bem para o governo municipal de Quissamã. Com um deficit orçamentário de R$ 40 milhões e um saldo de dívidas (herdado de gestões anteriores) na ordem de R$ 80 milhões a cidade havia pouca margem para trabalhar. Considerando uma arrecadação que não chegou aos R$ 170 milhões durante o ano, o endividamento da prerfeitura comprometia mais de 50% do orçamento municipal. Mesmo assim, durante o ano, o governo conseguiu o improvável e saneou a situação.

Para resolver a situação, a atual prefeita teve que chamar à mesa de negociação antigos fornecedores, como a Ampla para repactuar dívidas antigas da cidade ao mesmo tempo que, em Brasília, foi em busca de mais recursos para compensar as perdas com os royalties. A austeridade com a gestão pública levou à redução no valor de contratos, corte no número de assessores e reparcelamentos de ativos que permitiram a adminsitração "respirar", mesmo em meio à crise que abateu toda a região.

Porém, a maior conquista ainda estava por vir. Na virada do ano, Fátima Pacheco anunciou que a prefeitura conseguiu limpar o nome da cidade no Cadastro Único de Convênios (CAUC), uma espécie de Serasa do governo Federal. Com a medida, o governo, fica desimpedido de receber repasses de convênios federais, que podem reforçar o caixa da cidade na implantação de projetos. 

Além disso, limpar o nome da cidade abre porta nos ministérios, facilitando a obtenção de emendas parlamentares no orçamento da União, trabalho que a prefeita vem realizando intensivamente em Brasília. Através destas emendas ela já conseguiu comprar Vans, adquiriu equipamentos para saúde entre outros benefícios para a cidade.