Governo Marcelino cria prática de milícia contra os servidores municipais

Por Jornal Expresso 27/09/2018 - 17:43 hs

Governo Marcelino cria prática de milícia contra os servidores municipais
A denúncia foi encaminhada ao MP

Trazendo à memória os anos de chumbo da ditadura militar, o governo Marcelino está abusando da autoridade para ameaçar e intimidar funcionários públicos da cidade. Segundo denúncia encaminhada ao Ministério Público, uma “comissão” formada pelo primo do prefeito, Décio Borba, sua esposa Alessandra Napoleão e pelo delegado licenciado do estado da Amazônia, Marcus David Rezende está invadindo às repartições públicas da cidade e praticando assédio moral contra os servidores. Na visita, segundo a denúncia, o delegado (que ocupa o cargo de secretário de Segurança Pública) tem abusado da “carteirada” e o casal de primos do prefeito tem literalmente colocado os servidores na parede.

O pretexto da turma, que tem agido mais como milícia do que como uma comissão é auditar os contratos das antigas gestões. No entanto, segundo os servidores, o objetivo é apenas um: perseguir aos funcionários que trabalharam em antigas gestões. “Esse grupo, quando chega na secretaria, escolhem servidores que participaram das últimas gestões e começam a intimidar e insinuar que realizamos atos irregulares. A impressão que dar é que querem nos usar para inviabilizar o governo ou cobrar propina dos empresários. Está tudo sendo paralisado, e quem sofre com isso tudo é a população e os servidores que estão com medo e aterrorizados” relata a denúncia.

O servidor denunciante afirmou também que, da última vez que o Sr. Marcus Rezende e sua milícia estiveram no Departamento uma pessoa teve crise de choro. Além disso, o fato da tal “comissão” não ter sido instituída por decreto e ainda ter como membros dois parentes diretos do prefeito (o configura Nepotismo) e um delegado que tem abusado de sua autoridade policial (até porque está fora do cargo e do Estado para o qual prestou concurso) demonstra que há algo de muito errado por trás deste grupo. Com a palavra o MP...