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O Corínthians fica nos 2 X 2 – mas ainda preserva gordurinhas

O Corínthians fica nos 2 X 2 – mas ainda preserva gordurinhas

O Corínthians fica nos 2 X 2 – mas ainda preserva gordurinhas
October 05
12:43 2015

Quando o elenco do Corinthians, neste domingo, dia 4 de Setembro, pisou no relvado do venerando Estádio Moisés Lucarelli da Ponte Preta de Campinas, construído entre 1942 e 1948 graças a doações de torcedores, três caminhos se abriam à sua frente. Não, não vou plagiar o grande Dino Sani – campeão do mundo na Suécia/58, volante do São Paulo, do Boca, do Milan e do Timão; treinador, entre outros clubes, do Timão, do Internacional de Porto Alegre e da Ponte. Com o seu ácido humor, sempre que, numa entrevista pré-partida, um reporter de campo de precária imaginação lhe pedia um palpite, o mestre Dino, hoje nos 83 anos de idade, rebatia: “Bem, no Futebol, há somente três possibilidades: você ganhar, empatar ou perder”.

 

Pela obviedade, uma lógica sarcástica - mas irrefutável. Prefiro afirmar que, no Lucarrelli da “Cidade das Andorinhas”, o Corinthians, no caso de um triunfo, retornaria aos sete pontos de folga, na liderança do Campeonato Brasileiro, sobre o Atlético Mineiro (que, na noite de sábado, havia superado o mandante Coritiba, 3 X 0, e encolhido a vantagem do Timão para quatro degraus); no caso da igualdade, a folga se limitaria aos cinco; e, no caso da derrota, empacaria nos quatro. Claro, o Mosqueteiro ainda adiante do Galo. Porém, com menos gordurinhas de reserva, embora cinco pontos signifiquem um bom conforto.

 

As estatísticas da história do certame favoreciam o Timão: em 25 prélios, doze sucessos e sete fracassos; 44 tentos a favor e 33 concedidos. Curiosidade: foi no desafio de 2 de Julho, na sua Arena (2 X 0, Jádson e Vágner Love), que o Corinthians iniciou a sua escalada rumo ao topo da tabela. O Sport Recife, então, dominava o torneio, 22 pontos. No chamado G4 se incluiam, também, o Galo, o Fluminense e o Cruzeiro (os três com 20). O Mosqueteiro, assim como o Atlético Paranaense, perseguia tal grupo nos 19. Hoje, o Sport tem 40; o Flu, 37, o Cruzeiro, 36; o Furacão, 38. O Timão, no percurso, acumulou 41 pontos; o Galo, 36.

 

Escrevi que o alvinegro do Parque São Jorge & Itaquera somou 41 pontos desde 2 de Julho? Adicione mais um, pelo resultado de 2 X 2 no domingo do Lucarelli. E escrevi alvinegro? Na verdade, em Campinas, foi a Ponte quem utilizou tal padrão de cores. O Corinthians, coisas do seu departamento de marketing e da Nike, a sua fornecedora de materiais esportivos, inventou um fardamento inteiramente alaranjado, supostamente inspirado no famoso “Terrão”, ao lado do Parque, onde nascem as suas crias/promessas das categorias de base.

 

Tonalidades de calções, de camisas e de meiões à parte, de qualquer modo, coube ao Mosqueteiro, fria e cautelosamente, se assenhorear do meio-de-campo enquanto a velha Macaca, fundada em 1900, procurava os contra-ataques. Aos 21’, o zagueiro Rodinei evitou, em cima da linha da meta vazia, que Jádson, de cavadinha, anotasse o seu gol de número 12 no campeonato. Sem problemas para o artilheiro – que, aos 43’, depois de uma triângulação com Elias, acertou um chute lindo, bem no ângulo direito de Marcelo Lomba, e abriu o placar.

 

Na etapa derradeira, após Felipe desperdiçar os 2 X 0 na cara de Lomba, a Ponte melhorou bastante e retomou o controle do meio-de-campo. Daí cravou 1 X 1, Élton, de cabeça, na área pequena, numa barbeiragem tenebrosa da retaguarda do Corinthians, cruzamento de Rodinei, em posição de impedimento. Eram os 49’. E o elenco da Macaca vibrou, alucinadamente, no seu eufórico estádio. Pior, para o alvinegro/laranja, aos 52’ a defesa do Mosqueteiro falhou em dobro, Ponte 2 X 1: rebote molenga de Cássio, cobertura inexistente, gol de Felipe Azevedo. Um resultado horroroso que obrigou o treinador Tite a realizar duas trocas simultâneas: o recém-contratado Lucca no lugar do apagado Malcom, e Rodriguinho no lugar de Elias, pendurado por um amarelo. Rude missão do Timão, recuperar o moral no Lucarelli.

 

Conseguiria a Macaca perpetrar um recorde de antologia no Brasileiro, seu quinto prélio de três pontos em sequência? Para o sofrimento de Doriva, seu treinador, a Ponte refluiu. Só que o adversário se desalentara. Inclusive porque sentia as ausências de Fágner e Uendel, os seus laterais titulares, lesionados. No terço final da etapa, Doriva se decidiu pela retranca – sacou Felipe Azevedo, um avante, e enviou ao campo um mero becão, Fábio Ferreira. Depressa Tite replicou, Danilo, o seu talismã, no lugar do exausto Jádson. Só restava rezar...

 

E os segundos se arrastaram dolorosamente para o Timão. Pois aos 84’, o milagre: Edílson cobrou um lateral, o central Ferrón resvalou de cocuroto e Rodriguinho fulminou, de voleio, de canhota, espetacularmente, 2 X 2. Por incrível que pareça, funcionaram, afortunamente, as alterações de Tite. Os atletas da Macaca se enervaram, Rodinei acabou expulso. E o cotejo se encerrou, 2 x 2. O campeonato se interromperá, em razão das Eliminatórias da Copa da Rússia/2018, até 14 de Outubro, quando o Galo receberá o Internacional num cotejo dificílimo, mesmo em Belo Horizonte. Dia 15 o Corinthians hospedará um Goiás muito mais acessível.

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