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PMDB de Macaé é condenado por dar “calote” trabalhista

PMDB de Macaé é condenado por dar “calote” trabalhista

November 18
16:41 2013
Serjão afirma que sofreu diversos problemas financeiros após o calote do PMDB

Serjão afirma que sofreu diversos problemas financeiros após o calote do PMDB

O funcionário Jogoniano da Conceição Costa entrou na justiça contra o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Macaé. Mais conhecido como Serjão, ele trabalhava desde 2007 no partido, que tinha sede na Rua Visconde de Quissamã. Mas só em 2010 sua carteira foi assinada, e desde então o PMDB não cumpriu com suas obrigações trabalhistas. Devendo ao funcionário 13º, férias e salários atrasados. No processo, de número 0000999-56.2013.5.01.0482, o ganho de causa foi do funcionário. A sentença foi dada pelo Juiz Filipe Bernardo da Silva. Apesar disso, como em todo processo, o PMDB ainda pode recorrer da decisão.

“A última vez que vi a cor do dinheiro foi ano passado. Quando recebi no mês de novembro o salário referente a outubro. Estou lá desde 2007, e até 2010 eu recebia em mãos. Em primeiro de setembro desse ano que eles assinaram minha carteira. A justiça foi quem deu baixa na minha carteira. Na carteira eu era supervisor administrativo, mas na prática eu fazia de tudo. Era o primeiro a chegar e o último a sair, porque abria e fechava o escritório. Eu era o responsável pela manutenção do imóvel também”.

Serjão alega que se dedicou e trabalhou com afinco pelo partido.“Só quero receber o que eles me devem. Moro de aluguel e a dona pediu a casa de volta, o meu carro, que usava até pra trabalhar pelo PMDB, está em busca e apreensão por conta das prestações em atraso. E o terreno que tinha comprado pra construir minha casa, e que eu terminaria de pagar por esses meses, está com as parcelas atrasadas. Mesmo trabalhando atualmente eu não consigo pagar minhas dividas e viver. Moro com meus dois filhos e minha mãe, que é idosa e tem alguns problemas de saúde. O dinheiro acaba não dando”.

O tesoureiro do PMDB, Evandro Carvalho, explica que as dívidas trabalhistas são uma “herança” da gestão anterior do partido, que era gerido por André Braga. “Assumimos a gestão e pegamos essa situação. Teve outros funcionários que entraram contra o PMDB, mas que conseguimos homologar acordo. Assumimos em novembro de 2012. Então tinha uma leva de funcionários grande, onde a antiga gestão tinha se comprometido em deixar todos os pagamentos deles em dia, o que não aconteceu. ”.

vandro lembra que o PMDB atualmente é presidido pelo Deputado Federal Adrian Mussi. “Como partido não tem receita, e com a receita do deputado, estamos resolvendo o que podemos Mas queremos resolver de maneira amigável. Ele (Serjão) era o antigo administrador. Oferecemos um acordo e ele não aceitou. Estamos pagando todo mundo parcelado. Antes de ontem homologamos um acordo, com a funcionária Sidnei e ontem fiz a assinatura da carteira dela. Vamos cumprir o que podemos homologar. O pessoal entendeu que não tínhamos culpa no processo, pois assumimos com déficit muito grande”, disse.


[Samanta Fernandes]

 

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