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Prefeita cassada é indiciada pela Federal de Macaé

Prefeita cassada é indiciada pela Federal de Macaé

Prefeita cassada é indiciada pela Federal de Macaé
December 17
09:49 2013

A prefeita cassada de Conceição de Macabu, Lídia Mercedes Oliveira Soares, a Tedi (PT) está sendo indiciada pelos crimes de formação de quadrilha e fraude em licitações, que em princípio pode chegar a R$ 4 milhões. O indiciamento e abertura de inquérito aconteceram após a prefeita afastada do cargo prestar depoimento na Polícia Federal (PF) de Macaé, na última sexta-feira (13). Outras 11 pessoas também foram indiciadas. Tedi está à disposição da Justiça e não pode se ausentar do país sem autorização.

De acordo com o delegado titular da PF de Macaé, Júlio César Ribeiro a autoria e materialidade dos crimes já estão comprovadas com base nos depoimentos dos envolvidos. Segundo ele, as investigações agora terão como base todo material apreendido na casa e no gabinete da ex-prefeita, na última quarta-feira (11), quando foi deflagrada a operação Ave de Fogo - Fênix. Ele disse que entre o material estão computadores, aparelhos de telefone celular, pen drive, documentos e processos licitatórios.

Comprovada materialidade dos crimes

Todo material está sendo analisado pela perícia da PF e o inquérito deverá estar concluído dentro de 60 dias, quando será encaminhado ao Ministério Público Federal, que deverá oferecer denúncia à Justiça. Segundo o delegado, nesse período será averiguado se outros crimes foram praticados, principalmente quanto à quantidade de verba desviada. Ele informou que os envolvidos poderão ter seus bens bloqueados e obrigados a devolver o dinheiro aos cofres públicos do município.

Operação - As investigações que resultaram no indiciamento da ex-prefeita foram iniciadas há cerca de seis meses após denúncia de funcionários da Prefeitura que estavam sendo aliciados a participar do esquema fraudulento. No dia da operação, a PF cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, sendo dois de prisão em nome Fábio Barbosa Correa, responsável pelo Núcleo de Licitação e Robson Gabriel da Silva Barbosa, que seriam responsáveis pelas fraudes. Os dois foram encaminhados para o presídio Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos, mas já foram soltos por se tratar de prisão preventiva. Tedi e mais 11 pessoas são suspeitas de integrar uma quadrilha para desvio de verba pública federal do Ministério da Educação, relacionada às secretarias de Educação, Promoção Social e Serviços Públicos do município. A operação apura desvio de verbas da merenda e principalmente do transporte escolar diurno e noturno.

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