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Prefeitura define metas para esgotamento sanitário em Macaé

Prefeitura define metas para esgotamento sanitário em Macaé

September 11
09:49 2013

1378939050Reconhecido como uma das prioridades da administração municipal, o saneamento básico esteve em pauta na manhã desta terça-feira (10), em reunião na sede da Empresa Pública Municipal de Saneamento (Esane). A empresa responsável pela administração do serviço de saneamento de Macaé, desenvolvido através de Parceria Público Privada, mostrou projetos relativos à captação, tratamento e eliminação do esgoto. 

A reunião teve a participação do presidente da Esane, Marcos Roberto Muffareg, do secretário e do subsecretário de Obras, Antonio Nunes Pires Filho e Dionísio Maia Valon, da subsecretária de Habitação, Alessandra Aguiar, engenheiros e técnicos da secretaria de Obras, Esane e da secretaria de Mobilidade Urbana. As ações de saneamento realizadas em Macaé foram explanadas pela empresa responsável, com planejamento, projetos e cronogramas.

Todas as ações têm o objetivo de trazer aos macaenses uma nova realidade em relação ao saneamento básico, saindo de 0% de esgoto tratado em janeiro de 2013, totalizando cerca de 90% num prazo de cinco anos, com metas arrojadas e preparando o município, na questão de esgotamento sanitário, para o crescimento populacional. A previsão é que a população de Macaé deve dobrar em 30 anos, levando em conta uma taxa de crescimento anual de 6%, passando dos atuais 210 mil habitantes para 460 mil.

Para vencer as demandas do esgotamento sanitário foi preciso começar pelo conhecimento das redes, estações, elevatórias, linhas de recalque e bombas. Para isso, foi mapeado todo o município e iniciado um cadastro, rua por rua, conhecendo as redes e as ligações residenciais, quais localidades estavam ligadas à redes de captação, quais eram as estações funcionando ou passíveis de funcionar. 

A cidade foi dividida, para orientar e organizar o saneamento básico, em dois subsistemas, o sul e o norte, e com quatro grandes áreas: Mutum, Centro, Aeroporto e Lagomar.

Em relação à área da ETE do Mutum, hoje em pleno funcionamento, captando e tratando 20 litros de esgoto por segundo, foi comentado que a área de atendimento dessa ETE estará saneada até dezembro deste ano, com funcionamento total a partir de janeiro de 2014.

Para a ETE do Mutum estão planejados 14 km de rede nova, renovação da rede existente, 1.342 ligações domiciliares, 2 km de coletores tronco, 3 km de linhas de recalque, atendimento a 7.240 habitantes, seis estações elevatórias, duplicação da ETE de 20 l\s para 40 l\s, com eficiência no tratamento de 97%. O cadastro e o mapeamento de toda área de abrangência da ETE do Mutum, com cinco bacias, já foram concluídos e ela atenderá, entre outras, as localidades de Mirante da Lagoa, Recanto da Lagoa, São Marcos, Pecado, Jardim Guanabara e Morada das Garças.

No subsistema Centro, a meta é de três anos para a construção de ETE Central com capacidade de captar e tratar 100 l\s de esgoto e com previsão para ampliar essa ETE para 200 l\s até janeiro de 2016. Já foi iniciado o cadastramento da rede existente. Para essa ETE Central estão planejados 95 km de rede de esgoto, 13.611 ligações domiciliares, 6 km de troncos coletores, 43 estações elevatórias e renovação da rede existente. O objetivo é que até 2015 a área de abrangência dessa ETE, que vai abranger todo o Centro da cidade, tenha cerca de 60% do esgoto tratado.

Para o subsistema Aeroporto a meta é de cinco anos, iniciando em janeiro de 2013 o primeiro módulo, que vai captar e tratar 40 l\s. A previsão é iniciar a ampliação dessa ETE para 260 l\s em janeiro de 2018, com operação prevista para dezembro. Essa ETE prevê 80 km de rede de esgoto, 7.547 ligações domiciliares, 4 km de coletores tronco, oito estações elevatórias e 3 km de linhas de recalque.

Para operar o subsistema do Lagomar, cuja ETE foi encontrada pronta, mas sem funcionar, a meta é de um ano, com funcionamento previsto antes do final deste ano. Já foi realizado o cadastramento e o mapeamento da rede e a ETE passará a atender 22.833 pessoas que residem numa localidade situada na área norte do município e que é a que mais cresce em Macaé.

Segundo o presidente da Esane, Marcos Roberto Muffareg, a construção das ETEs não é o problema: a maior dificuldade está nas redes. Como a cidade cresce muito e a cada dia surgem novos loteamentos, isso traz para a prefeitura novas demandas. "O levantamento das redes existentes é importante. Nossa preocupação é separar totalmente a rede de esgoto da rede de águas pluviais", pontuou Muffarreg.

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