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Preservação da Lagoa de Imboassica é meta da Prefeitura de Macaé

Preservação da Lagoa de Imboassica é meta da Prefeitura de Macaé

Preservação da Lagoa de Imboassica é meta da Prefeitura de Macaé
November 29
09:01 2013

A preservação da Lagoa de Imboassica é uma das metas da Prefeitura de Macaé, pela importância ambiental, ecológica e histórica do corpo d'água. Ambientalista e pesquisador, o biólogo Guilherme Sardenberg, secretário do Ambiente de Macaé, conhece o ecossistema da Lagoa de Imboassica. A tese dele de mestrado foi sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Imboassica, que engloba a lagoa e todo o entorno. 

- É uma lagoa urbana, natural, um ecossistema interessante pela riqueza da fauna. Na realidade, são três ecossistemas em um. Sua água é salgada na área próxima ao mar, salobra no meio e doce no restante do corpo d'água. Contém quase 100 espécies diferentes de animais. Hoje, é meta da Prefeitura e da Secretaria do Ambiente que a Imboassica esteja o mais rápido possível balneável -, pontuou Sardenberg.

Entre as ações da prefeitura para preservar do ecossistema estão a dragagem e manejo das macrófitas (juncos, lírios e taboas). A dragagem é feita visando que a ação não prejudiquem o corpo d'água. Estudos sobre as macrófitas, mostram que as plantas são fatores de assoreamento da lagoa e, por isso, o manejo é importante para a preservação da Imboassica.

Algumas ações já realizadas para preservar a Lagoa de Imboassica; intervenção em conjunto com a Prefeitura de Rio das Ostras, com a abertura do canal extravasor, com o objetivo de evitar que, no verão, as chuvas alaguem as áreas urbanas marginais; autorização da prefeitura e da Secretaria do Ambiente, na área do entorno da lagoa, do corte de 84 árvores para ampliação da área do acostamento da Rodovia Amaral Peixoto. 

A secretaria abriu uma base operacional nas proximidades da lagoa, na Rua Amphilófio Trindade, na entrada da Morada das Garças, para funcionamento da Coordenadoria de Biodiversidade, Gestão de Águas e Territórios, com foco na fauna, recursos hídricos, efluentes, resíduos e educação ambiental. A base conta com uma Biblioteca Ambiental.  

O secretário destaca as ações de saneamento realizadas pela Parceria Público Privada (PPP) entre a prefeitura, a Empresa Pública Municipal de Saneamento (Esane) e a empresa Foz do Brasil. A PPP já colocou em funcionamento a ETE do Mutum e vem implantando redes coletoras de esgoto nas localidades situadas no entorno da lagoa.

- Essas ações são importantes porque representam a diminuição do aporte do esgoto doméstico no importante corpo d'água. A partir de janeiro de 2014, quando as ações do subsistema ETE do Mutum estiverem concluídas, aproximadamente 80% do esgoto deixarão de ser lançados na lagoa - explicou Sardenberg.

Para que a ETE Mutum opere com plena capacidade, a PPP amplia a coleta nos bairros que compõem esse subsistema, entre eles, Mirante da Lagoa, São Marcos, Jardim Guanabara e Morada das Garças. Foi cadastrada toda a rede existente nestas áreas e, a partir destes dados, acontece a ampliação das redes de esgoto e o funcionamento as estações elevatórias (sistema de bombas para impulsionar o efluente, onde não há gravidade), além da substituição de tubulações que estejam deterioradas. Nos locais onde já existe rede, é realizada a separação absoluta das tubulações de esgoto e água pluviais. As obras estão em andamento e vão chegar a todas as localidades do entorno da lagoa.

A duplicação da estação de tratamento do Mutum aumenta em 100% a capacidade da ETE. Quando o segundo módulo estiver operando, o sistema de Mutum vai tratar cerca de três milhões e meio de litros de esgoto por dia. As atividades da PPP na região acontecem pela aprovação da Licença Ambiental 426 do início deste ano e o ponto alto é a duplicação da ETE do Mutum que, hoje, capta e trata 20 litros de esgoto por segundo e passará a tratar, a partir de janeiro do no que vem, 40 litros por segundo, atendendo a uma população de mais de 20 mil pessoas. As ações nessa área da cidade continuarão, no final de 2014, com o início do tratamento do esgoto no Novo Cavaleiros.

Para melhorar as condições da lagoa, o secretário destaca a importância da alteração do Novo Código de Urbanismo, para que haja menos moradores na orla da lagoa, proteção das áreas de brejo, para diminuir os alagamentos, revegetação das faixas marginais de proteção do Rio Imboassica e Canal da Peleja, recuperação do Canal do Mulambo com plantio em suas margens, entre outras ações.

Comunidades do entorno da Lagoa de Imboassica

As localidades próximas à Lagoa de Imboassica surgiram em 1978, com a aprovação do loteamento Mirante da Lagoa, com 781 lotes com área média de 450,00 m². Em 1988, foi aprovado o loteamento São Marcos, com 297 lotes, com área média de 450,00 m². Na década de 90 surgiram no bairro condomínios residenciais, financiados pela Caixa Econômica Federal e voltados para a classe média. Os condomínios: Recanto da Lagoa, aprovado em 1997, Vista da Lagoa, aprovado em 1998, Morada da Lagoa e Solar da Lagoa, aprovados em 1999, são exemplos disto. O loteamento Jardim Guanabara foi aprovado em 1992, com 561 lotes, com área média de 450,00 m².

Ainda compõem o entorno da lagoa, as localidades de Morada das Garças, aprovado em 1977, com 281 lotes com área média de 450,00 m² e Vivenda da Lagoa, aprovado em 1978, com 159 lotes e área média de 450,00 m².

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