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Professores de Casimiro de Abreu recebem o pior piso salarial de toda a região

Professores de Casimiro de Abreu recebem o pior piso salarial de toda a região

November 12
14:27 2013
professores-casimiro

Os professores Fabiano Vieira e Roberto José explicam que a classe anseia pelo diálogo com a prefeitura, que sequer os ouvem

Uma reclamação que tem se tornado constante entre as esferas municipais e estaduais são as péssimas condições de trabalho oferecidas aos profissionais da educação. A desvalorização da classe gerou greve em vários Estados. Em Casimiro de Abreu (RJ) a situação não está diferente. Na tentativa de reivindicar melhorias, professores procuraram gestores da Secretaria de Educação, mas, não foram atendidos.

De acordo com o professor de Educação Física, Fabiano Vieira de Souza, uma comissão formada por profissionais da educação tentaram marcar uma reunião com a Secretaria de Educação desde maio. Após muitas tentativas, em agosto, eles conseguiram contato com a subsecretaria. No entanto, ela questionou que não obteve as pautas com antecedência e por isso, remarcaria a reunião após analisar as reivindicações dos professores.

Com as pautas em mãos, os professores anseiam pelo diálogo com a prefeitura. Recebendo o pior piso da região, os educadores reclamam há falta de reajuste que já somam dois anos. Além de reposição de perdas salariais, auxílio transporte, horas-extras, recuperação da rede física com qualidade, planos de cargos, carreiras e vencimentos (urgente), imediata chamada de concursos e data base. Essas foram às reivindicações vistas pela subsecretaria e por ela assinada, em agosto.

Em novembro, a pauta de reivindicação, durante a reunião extraordinária incluía ainda o salário base (profºC) de R$1800,00 e (profºA) R$1450,00, auxílio alimentação, auxílio transporte, data-base, eleição para diretores, recuperação das unidades escolares, reposição salarial para o pessoal dos serviços gerais, merendeiras e trabalhadores da secretaria. Os professores reclamam ainda que os salários de quem atua há mais de cinco anos é similar ao salário de quem começa a lecionar.

O professor de Ciências, Roberto José, disse que em algumas escolas o forró está caindo, o piso está soltando e há ainda denúncias de colchonetes de camping nas escolas. “Estamos reivindicando um direito nosso. É necessário pleitear nosso reajuste e melhorar ainda as infraestruturas das escolas”, disse. Já o professor Fabiano, disse que muitos governantes vendem a idéia que a educação municipal é de excelência, mas, por ironia, eles acabam matriculando os filhos em escolas privadas. 

Vejam a discrepância. No último ano, os salários dos secretários de governo de Casimiro soltaram de R$ 7 para R$ 12 mil. O do prefeito soltou de R$ 15 para R$ 23 mil. Enquanto isso, os profissionais da educação estão há dois anos na luta por melhores salários. A educação pede socorro. É possível que os professores façam, em breve, uma greve de 24 horas com previsão de dar continuidade à novas paralisações. Um relatório também está sendo montado pelos profissionais para ser encaminhado à procuradoria. 

A Lei Federal nº. 11.738 de 16 de julho de 2008 foi sancionada prevendo a regulamentação do piso salarial nacional aos profissionais do magistério público da educação básica obrigando a todos os entes federativos ao cumprimento da Lei. Mesmo assim, essa classe ainda sofre com salários abaixo do previsto na regulamentação. Prefeitos e governadores insistem em ignorar a legitimidade desta Lei impondo aos professores jornadas extenuantes em salas de aula.
[Francine Marcella]

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