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Proliferação de plantas assuta os banhistas na Lagoa do Iriri

Proliferação de plantas assuta os banhistas na Lagoa do Iriri

Proliferação de plantas assuta os banhistas na Lagoa do Iriri
September 29
15:30 2015

Na última semana, foram divulgadas fotos nas redes sociais da imensa piscina verde na qual a Lagoa de Iriri, em Rio das Ostras, se tornou. Os relatos, postados em uma página de denúncias relativas à cidade, indignaram os moradores e turistas que utilizam o local como área de lazer, principalmente nos finais de semana e durante o verão. Mas você sabe o que são aquelas plantas que aparecem na lagoa, algumas vezes ao ano?


Segundo a engenheira química pós-graduada em engenharia ambiental Ingrid Requião Lima, frequentadora do local, não há motivos para se preocupar com o banho na Lagoa de Iriri. “Estas são plantas normais de lagoa, que se proliferam com menos intensidade quando há muito movimento na água. Quando há pouca movimentação, elas se procriam devido aos nutrientes que existem aqui”, explica. Na internet, os comentários são de que as plantas que estão na água são Gigogas, decorrentes do despejo de esgoto sanitário. “Essa planta nada mais é do que um indicativo de matéria orgânica (esgoto) sendo jogada na Lagoa” comentou uma internauta. Segundo Ingrid, não existe essa possibilidade. “Não há como ser esgoto, porque existe outra planta que surge quando há despejo orgânico, mas é bom prestar atenção. O que acontece aqui é um processo natural da lagoa chamado de eutrofização que é a proliferação de fósforo e potássio, e faz com que os vegetais que estão embaixo da água façam fotossíntese”.


A confiança de Ingrid na qualidade da Lagoa de Iriri é tanta que enquanto a engenheira detalha o processo biológico que acontece, a sua filha, de apenas dois anos, brinca na areia, próximo à água.


Para o pai de Ingrid, seu Armando, o problema de Iriri é outro. “Aqui falta segurança, fiscalização, investimento”. A família, que frequenta a lagoa assiduamente, relata que há alguns meses um posto policial que existia nas proximidades foi fechado, segundo populares, porque a prefeitura não pagou o aluguel da casa. “Aqui não tem segurança. De noite então, pior ainda. Poderiam fazer uma feirinha de artesanato aqui, abrir mais barraquinhas para movimentar essas redondezas, mas está tudo muito parado”, lamenta o pai da engenheira.

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