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Quem foi que disse que comida de rua não tem boa qualidade?

Quem foi que disse que comida de rua não tem boa qualidade?

Quem foi que disse que comida de rua não tem boa qualidade?
July 01
13:22 2015

Na contramão da “onda gourmet” que varre o país, no embalo de programas culinários como o MasterChef, uma tradição resiste bravamente em Macaé: a da boa, barata e sempre disponível comida de rua. Desfazendo o mito de que comida servida em trailers e barracas tem pouco qualidade ou condições inadequadas de higiene, os “chefs itinerantes” da cidade vem investindo cada vez mais em utensílios e ingredientes de excelente qualidade. A única diferença de um bom prato servido nas ruas ou em um badalado restaurante na Orla da cidade na maioria das vezes fica apenas na aparência.


Muito antes da tapioca virar moda entre os adeptos da alimentação saudável (por não conter glúten), a sergipana Fátima Souza já fazia sucesso em Macaé com o típico prato extraído da mandioca. Ela é uma das mais antigas ambulantes da Feira da Agroindústria Familiar — que acontece todas as quintas-feiras, na Praça Veríssimo de Melo e veio para a cidade em busca de oportunidades melhor de vida. Não se arrependeu. Hoje, com mais de 15 recheios diferentes para a tapioca, ela é uma referência na feirinha. “Tudo o que tenho conquistei vendendo minha tapioca aqui na feirinha. E trago a goma da tapioca lá do Sergipe para servir para meus clientes”, gaba-se Fátima.


Tal como ela, outra “chef” que agrada o paladar dos consumidores é Kátia Cilene Costa, que há quatro anos, serve um criativo Yakissoba, também nos mais diversos sabores. Ele mostra, com orgulho, que além do prato oriental, ela também faz sucesso com uma variedade de empadões. Em média, conta ela, são atendidas de 40 a 90 pessoas em sua barraca. “O bom é que eles sempre voltam. É a qualidade que faz o cliente retornar”, conta.


“Melhor do que qualquer restaurante” — A ideia de que comida de rua só é boa para quem não não tem dinheiro para fazer suas refeições em restaurantes, vem a cada dia se tornando um conceito ultrapassado. Com valores variando entre R$ 5,00 (uma simples empada) até R$ 15,00 (um escondidinho), os pratos da feira, em média são mais baratos do que nos restaurantes da cidade, onde o cardápio self service não sai por menos de R$ 35 o quilo. Porém, não é este o motivo principal que atrai os consumidores à feira da Agroindústria Familiar, Que o diga a cabeleleira Marly Silva Anchieta, que frequenta o local há 15 anos.
“Fui a primeira freguesa da barraca de tapioca da Fátima. No dia-a-dia eu até frequento alguns restaurantes, devido a correria do trabalho. Mas nada substitui o sabor destas barraquinhas, que usam temperos caseiros e ingredientes sempre frescos. Nada substitui este sabor” conta. Tal como Fátima, a aposentada Jusssara Andrade é outra frequentadora assídua das quinta-feiras. “Aqui eu faço um lanche gostoso, ouço uma boa música ao vivo e ainda levo sempre um empadão e um queijo da roça fresquinho para minha casa. Não há coisa melhor do que isso”, conta.


Dicas para comer com segurança — A gastronomia de ruas é um fenômeno crescente, não só em Macaé como em todos os cantos do mundo. Na cidade, além da Feira da Agroindústria, em praticamente todas as esquinas há, pelo menos, uma barraca de hambúrguer e cachorro quentes, fora as opções de pastéis, churrasquinhos e comida típica do nordeste. Além do centro da cidade, o bairro Parque Aeroporto tem se firmado como um pólo crescente de gastronomia de ruas, com uma grande diversidade de barracas e pratos vendidos todas as noites na Praça Viracopos.


Porém, sanitaristas recomendam alguns cuidados básicos para quem pretende fazer suas refeições nas ruas. A primeira é ficar atento à qualidade dos ingredientes e se eles são de boa procedência. Prefira a maionese em sachê ao condimento caseiro, para diminuir o risco de Salmonela e outras infecções alimentares. Também verifique se todos os ingredientes estão acondicionados corretamente, em vasilhas fechadas para evitar moscas e se a pessoa que está preparando o prato está usando luva e toucas nas cabeças.


Se for comer cachorro quente, sempre verifique se a chapa está ligada e o molho fervendo, não aceite molho requentado ou pão com aspecto de velho. No caso de hambúrguer, preste atenção no aspecto da carne antes de ser colocada na chapa (a cor deve estar vermelha e viva) e verifique como comerciante se a salada está bem lavada e acondicionada em vasilha hermeticamente. Nunca consuma sua comida em recipiente que não seja descartável. Se for consumir churrasquinho, verifique se a carne está acondicionada em recipiente refrigerado. Tomando estes cuidados básicos, você poderá saborear um ótimo lanche, sem levar sustos ou comprometer a sua saúde.

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